Caso: Salão Esther Beauty

Introdução

O Salão de Beleza Esther Beauty, um estabelecimento de médio porte localizado em um bairro nobre.

Fundado há 11 anos pela proprietária Esther Alves, o salão ocupa uma área de aproximadamente 200 metros quadrados, oferecendo uma ampla gama de serviços de beleza e estética para seus clientes.

A empresa conquistou uma reputação sólida ao longo dos anos, atraindo uma clientela fiel e diversificada que valoriza a qualidade dos serviços e o ambiente acolhedor.

No entanto, mesmo com seu sucesso contínuo, o salão enfrenta desafios e oportunidades em um mercado competitivo em constante evolução.

Equipe

A equipe do Salão é de 14 profissionais, conforme abaixo:

  • Regime CLT (3): recepção (1), limpeza (1) e assistente administrativo (1).
  • Comissionados (11): cabeleireiros (4, incluindo a proprietária), manicures (5), esteticista corporal (1) e podólogo (1).

Os profissionais comissionados trabalham em regime de prestadores de serviços, recebendo comissões que variam de 35% a 55%.

Demanda

A demanda varia conforme férias escolares, festas de fim de ano e clima (ex. chuvas). Por isso, as margens podem variar muito de um mês para outro.

Dezembro, geralmente, é o mês de maior movimento, superando 40% a média mensal do salão.

Estratégia comercial

O salão tem como principal estratégia o engajamento e a fidelização, em detrimento do aumento de atendimentos.

A proprietária, prefere cultivar fidelidade de longo prazo, ao invés de atrair clientela massificada (volume).

Para isso, executa de maneira alternada três principais ações:

  1. Pacotes de serviços: descontos nos serviços de 10% a 15% do valor total, com pagamento antecipado;
  2. Programa de fidelidade: acúmulo de pontuação que poderá ser resgatado em descontos;
  3. Sorteios e pacotes em datas comemorativas: aproveita datas comemorativas para impulsionar a compra de pacotes exclusivos (carnaval, dia da mulher, dia das mães, dia dos pais, outubro rosa e festas de fim de ano).

Aproximadamente 30% da receita é vem de clientes antigos e com alto nível de consumo, que realizam seus pagamentos a cada 1 ou 2 meses.

Esta prática gera um descasamento no caixa de cerca de 15 a 30 dias, dado que os pagamentos de comissões são realizados quinzenalmente aos profissionais.

Resultados apresentados

Há 2 anos foi implantado um sistema de controle de agenda e cálculo de comissão. Porém, os controles administrativo e financeiro ainda são realizados em planilhas.

Abaixo segue DRE dos últimos 12 meses, bem como a média mensal deste período para o Salão.

Deduções de receita

Incluem descontos, devoluções, abatimentos e taxas de adquirência das transações com cartões (1,6%).

Custos dos serviços prestados (CSP)

Comissões de 35% a 55% (cabeleireiros, manicures e esteticistas) e custos dos produtos e materiais descartáveis utilizados na execução dos serviços. O CSP médio do salão é de 55%.

O salão trabalha com margens líquidas diferentes por serviço, conforme detalhado abaixo:

Despesas financeiras

Atualmente a empresa possui uma dívida bruta no valor de R$ 115 mil reais aproximadamente, com um vencimento mensal de aproximadamente R$ 3.500,00, com 12 parcelas restantes.

Capital de giro

O salão possui baixo nível de caixa líquido para financiar as operações ao longo do mês, recorrendo ao Cheque Especial, que gera encargos entre R$ 400,00 a R$ 700,00 mensalmente.

Nos dias de maior descasamento, a caixa chega a ficar R$ 12.000,00 negativo.

Situação atual

D. Esther pretende ampliar sua receita com venda de produtos, já que o salão já possui clientela fiel e com grande poder aquisitivo. A empresária acredita ser capaz de vender uma média de 100 produtos por mês.

Para isso, escolheu revender a marca Schwarzkopf, que exige um treinamento de capacitação dos profissionais pela marca, que demanda um investimento de R$ 15.000,00.

Decisão

Você aprovaria esta operação, considerando aval pessoal dos sócios D. Esther e seu esposo (aposentado)? Faria algo diferente?

Deixe um comentário